Bancos Reduzem Juros Do Crédito Imobiliário E Acirram Concorrência Com A Caixa

Com os sucessivos cortes na taxa básica de juros (Selic), o juro para o crédito imobiliário nas linhas mais procuradas está em queda no país. Em muitos bancos, as taxas anuais já recuaram para o patamar de um dígito. Segundo dados do Banco Central, a taxa média para financiamento da casa própria para pessoas físicas caiu 2 pontos percentuais em 1 ano, passando de 11,2% em junho de 2016 para 9,2% em junho deste ano. E, segundo analistas ouvidos pelo G1, a tendência continua de queda.

 

Depois do último corte promovido pelo Banco Central no juro básico da economia, atualmente em 9,25% ao ano, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú anunciaram reduções nas suas linhas para financiamento da casa própria. O Santander anunciou no começo de julho a diminuição das suas taxas.

Com o movimento, as taxas cobradas pela Caixa Econômica Federal – líder no segmento, com participação de mercado de quase 70% – deixaram de ser as mais baixas do mercado nas linhas com recursos da poupança.

Procurada pelo G1, a Caixa não comentou se estuda uma redução dos juros do crédito imobiliário. Em entrevista à Reuters no começo do mês, o vice-presidente de habitação da Caixa, Nelson Antonio de Souza, descartou repassar neste momento o corte da Selic para as taxas de juros em novos contratos de financiamento imobiliário.

Na quarta-feira (16), a Caixa Econômica Federal anunciou somente a redução do percentual que poderá ser financiado nas linhas para a compra de imóveis novos, de 90% para 80% do valor do imóvel, o que representa, na prática, uma maior restrição para empréstimos, sobretudo para aqueles consumidores com pouca capacidade de poupança.

Veja abaixo as taxas mínimas anunciadas pelos principais bancos para clientes nos empréstimos pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com recursos da poupança, e na linha pró-cotista do FGTS:

Comparativo De Juros Para Financiamento Imobiliário

As taxas de juros variam conforme os diferentes tipos de financiamentos imobiliários. Aqueles realizados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e pela linha pró-cotista costumam ter as taxas mais baixas, já que são regulados pelo governo e utilizam recursos da caderneta de poupança e do FGTS. O nível e tempo de relacionamento com o banco, valor do imóvel, bem como o perfil e renda do consumidor também costumam influenciar diretamente os juros cobrados.

No Banco Do Brasil, Linha Pró-Cotista Ainda Não Esgotou

Subsidiada com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a linha pró-cotista é hoje a que cobra os menores juros para quem não se enquadra nas regras do programa Minha Casa Minha Vida. Mas desde julho a linha está esgotada na Caixa e a previsão é que seja retomada apenas em 2018,

Além da Caixa, o Banco do Brasil é o único que oferece a pró-cotista. E lá a linha continua disponível, com taxa de 9% ao ano + TR, inclusive para não clientes. “Pra que não tem relacionamento com o banco, a linha também está disponível, mas a pessoa vai ter que passar pelo processo de abertura de conta e aprovação de análise de crédito”, afirma o diretor da área de crédito imobiliário do BB, Edson Cardozo, sem revelar o montante ainda disponível.

Para o exercício de 2017, o governo disponibilizou R$ 7,54 bilhões para a linha pró-cotista, sendo R$ 6,1 bilhões o orçamento previsto para a Caixa. Procurado pelo G1, o Ministério das Cidades informou que a proposta orçamentária para 2018 somente será apreciada em outubro pelo Conselho Curador do FGTS.

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Aumento Da Disputa No Financiamento Imobiliário

O Banco do Brasil começou a atuar no segmento de crédito imobiliário em 2009 e ocupa atualmente o posto de segundo banco que mais financia imóveis no país, com participação de cerca de 9%. A carteira de crédito imobiliário do BB cresceu R$ 3 bilhões ou 8% em 1 ano, totalizando em junho R$ 43 bilhões (soma das liberações menos as liquidações).

Embora afirme que a estratégia do BB para o segmento não está baseada em participação de mercado, o banco tem procurado aumentar o tamanho da sua carteira de crédito imobiliário e, segundo Cardozo, a continuidade da trajetória de queda da Selic tende a aumentar a disputa entre os bancos.

“Com a queda da taxa Selic, com certeza vai aumentar o apetite do mercado para o financiamento imobiliário, que tende a liderar o crescimento do crédito da pessoa física no país”, afirma o diretor do BB.

Para Luiz Eduardo Veloso, diretor executivo do Itaú Unibanco, a redução dos juros contribui para estimular a procura por crédito imobiliário e, consequentemente, para uma recuperação do setor. “A expectativa é de um movimento melhor neste segundo semestre devido à redução de taxas, mas ainda muito discreto”, diz. “Enxergamos uma recuperação mais significativa no segundo semestre de 2018, em linha com as perspectivas de geração de empregos e volta de confiança do brasileiro”, completa.

Crédito Em Queda E Demanda Ainda Fraca

Este é o terceiro ano seguido de queda no volume de crédito concedido para compra e construção de imóveis. O crédito com recursos da poupança para compra e construção de imóveis somou R$ 20,6 bilhões de janeiro a junho, queda de 9,1% em relação ao mesmo período de 2016, segundo a Abecip.

Mantida a previsão atual de queda de 3,5% no ano, os bancos devem conceder R$ 45 bilhões em 2017, o que seria o pior nível desde os R$ 40 bilhões apurados em 2008. Em 2014, último ano de alta, os financiamentos somaram R$ 112,9 bilhões.

Pelo 2º ano consecutivo, os financiamentos com recursos do FGTS têm superado os das linhas com recursos da poupança, totalizando R$ 31 bilhões no 1º semestre, mesmo montante registrado nos primeiros 6 meses do ano passado.

Nas linhas de crédito imobiliário com recursos da poupança, a Caixa fechou o semestre com participação de 43%, fatia superior a registrada no consolidado de 2016 (38%), seguida por Bradesco, Itaú, Santander e Bando do Brasil.

Entre os fatores que também podem contribuir para aumentar o crédito imobiliário nos próximos meses estão a melhora dos indicadores de emprego e de confiança de empresários e consumidores, e também a tendência de reversão do movimento de fuga de recursos da caderneta de poupança, que financiam boa parte das linhas oferecidas pelos bancos.

Em julho, os depósitos superaram os saques na caderneta de poupança em R$ 2,33 bilhões, no terceiro mês seguido em que a modalidade registrou entrada líquida de recursos. No acumulado em 7 meses, entretanto, ainda houve saída líquida de R$ 9,95 bilhões da poupança.

Pelas regras atuais, os bancos são obrigados a destinar 65% do total de recursos dos depósitos de poupança para o crédito imobiliário.

Momento É Bom Para Comprar Imóveis?

O presidente da Fenaci (Federação Nacional dos Corretores de Imóveis), Joaquim Ribeiro, avalia que a perspectiva de reduções consecutivas da Selic abre espaço para que os bancos façam novas reduções nas taxas do crédito imobiliário. A média dos analistas de mercado espera uma taxa básica de 7,5% ao ano para o fechamento de 2017.

“Em financiamentos de longo prazo, uma queda de 1 ponto percentual já é muito significativa, mas eu acredito que os juros devem cair mais ainda e que os bancos irão acompanhar a Selic”, afirma.

Para o presidente da Abecip, Gilberto de Abreu Filho, a demanda por crédito imobiliário já dá sinais de reação e a tendência é que os juros acompanhem a taxa básica de juros. “A perspectiva de queda da Selic é uma unanimidade no mercado. Então, na medida em que o custo do dinheiro cai, o banco tem a possibilidade de repassar isso para o consumidor”, afirma.

Para o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, quem tiver um pouco mais paciência e “sangue frio” pode conseguir taxas mais baixas até o final do ano. “Como a tendência é de queda de juros, eu diria espere um pouco, para ter uma noção melhor de mercado e conseguir uma redução que vai influenciar todo o financiamento pelo frente”, diz o analista, lembrando que a taxa contratada é válida para todos os anos de vigência do contrato.

O presidente da Fenaci alerta, entretanto, que com um aumento da procura por imóveis e da atratividade desse tipo de investimento, os preços tendem a voltar a subir.

“Quem tem dinheiro e pode assumir um financiamento, o melhor momento é comprar agora por conta dos preços convidativos e do número ainda alto de ofertas. Quem dita o mercado ainda é a velha lei da oferta e procura”, resume.

O preço médio de venda de imóveis residenciais recuou 0,15% em julho ante junho, na quinta retração mensal consecutiva, acumulando baixa de 0,38% em 2017, segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o portal Zap. Somente no ano passado, os preços tiveram queda real (descontada a inflação) de mais de 5%.

Fonte: G1

Zamm Imoveis Campinas – Quais são as melhores cidades para viver no Brasil e no mundo

Itens que garantem qualidade de vida, como transporte público, saúde, educação, cultura e tecnologia, são levados em consideração.
O que uma cidade deve ter para permear os sonhos de quem busca o local ideal para viver? Uma boa infraestrutura é quesito fundamental e prioritário, como um sistema e transporte público que atenda às necessidades da população. Porém, a lista de desejos é bem maior e passa pela questão da segurança, da saúde, da oportunidades de emprego, educação e até mesmo o lazer que ela pode proporcionar. São muitos os critérios e a cidade que parece ser a ideal para morar é a que consegue reunir o máximo deles. Maringá, no Paraná, e Viena, na Áustria, são apontadas como as melhores para se viver no Brasil e no mundo.
Uma cidade se torna atraente quando ela permite desenvolver o potencial da população. “Ela deve ter um modelo de descentralização para que se gaste o menor tempo possível de deslocamento, uma boa infraestrutura de serviços, acesso à cultura para que ela dê sentido à vida das pessoas”, afirma James Wright, professor de Estratégia da USP e coordenador do Profuturo-Fia. Ele acrescenta que as cidades de médio porte têm se tornado bons lugares para morar. “Elas conseguem um equilíbrio entre os elementos que embasam a relação da cidade com a população, que é a tecnologia, educação, cultura e lazer”, diz.
André Gomyde, presidente da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, reforça a tese de que uma cidade boa para se viver, de uma forma geral, é aquela que cuida de seus habitantes. “É o lugar que a prefeitura cuida da cidade como um síndico cuida deum condomínio. O lugar deve oferecer mobilidade urbana e um clima bacana”, explica. Apesar de a tecnologia ter cada vez mais tomado o espaço de aliada nas questões de infraestrutura, saúde e segurança de uma cidade, Gomyde reforça, no entanto, que esse não é o único fator importante. “O aspecto humano é mais importante que o tecnológico. É necessário compreender o lado da tecnologia, mas sem perder o humano”, completa.

No Brasil, Maringá, no Paraná, foi eleita a melhor cidade para se viver. O levantamento da Macroplan levou em consideração as 100 maiores cidades, que representam apenas 1,8% total dos municípios brasileiros, mas que concentram a metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país. “Existem dois pontos importantes. Na lista das top 10 (consultar box), oito municípios estão localizados no interior de São Paulo, confirmando a disparidade. E o outro é que as cidades de médio porte estão com bom desempenho, já que quatro das cinco primeiras colocadas (com exceção de São José dos Campos) têm menos de 500 mil habitantes”, explica Adriana Fontes, economista sênior da Macroplan e coordenadora do estudo.
Para ela, no cenário de crise no Brasil, as cidades que conseguem se destacar são justamente as que conseguem fazer um bom uso dos recursos. “É importante ter transparência e capacidade de fazer escolhas por políticas que influenciam na qualidade de vida da população, além de adotar boas práticas”, complementa.

Já uma pesquisa da Mercer apontou as melhores cidades para se viver no mundo, levando em consideração não a qualidade de vida nacional, mas com padrões internacionais. O estudo conta com mais de 400 cidades e 231 foram rankeadas, sendo quatro brasileiras, tendo como base de comparação Nova York, nos Estados Unidos. Foram analisados 10 categorias de cada lugar. Viena, na Áustria, foi considerada a melhor cidade para se viver, seguida de Zurique,na Suíça, e Auckland, na Nova Zelândia.
“Essas três têm boa pontuação em todas as categorias, mas se destacam em relação ao ambiente político-social e saúde e médica, já que não contam com nenhum surto ou epidemia como foi a dengue e Zika no Brasil em 2016”, analisa Indre Medeiros, líder de Prática de Mobilidade do Brasil da Mercer. “Viena ainda se destaca com pontuação elevada nas acomodações, Zurique nas escolas e condições de transporte e Auckland, no ambiente natural”, completa.

Já em relação ao Brasil, quatro cidades foram rankeadas: Brasília (109 lugar), Rio de Janeiro (118), São Paulo (121) e Manaus (127). “Brasília teve maior pontuação no ambiente natural, por conta da questão climática e por não ter histórico de desastres naturais. Rio de Janeiro e São Paulo são similares, chamando atenção pela disponibilidade de bens de consumo e pela qualidade internacional das escolas. Já Manaus apresenta de menos crítico o ambiente sócio-político, mas ainda assim tem pontuação menor do que Nova York”, diz Indre Medeiros.