Um Corretor De Imóveis É Fundamental Na Orientação De Averbação

Cabe ao corretor de imóveis instruir as partes para evitar complicações futuras.
A averbação de um imóvel garante aos envolvidos, em uma negociação de compra e venda, a segurança jurídica para que o acordo seja concluído. Nesse processo, o corretor de imóveis é peça fundamental. Cabe ao profissional instruir as partes para evitar complicações futuras, como, por exemplo, a falta de registros na matrícula do bem e até mesmo a nulidade de um contrato.

Segundo o advogado Hugo Ricardo Pina dos Santos, os corretores devem manter a prática de pedir documentos preliminares para analisar a situação do imóvel e do proprietário, com as certidões cíveis estadual e federal, criminal, certidões de protestos, tributárias e do trabalho, certidão vintenária do imóvel, entre outras.

“O profissional da área, até por orientação do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), tem um significativo material de informações e indicações de como conduzir a intermediação para proporcionar segurança jurídica na compra e venda de imóveis”, diz Hugo Ricardo.

O advogado Clayton Brito Correia dos Santos destaca que o corretor de imóveis deve conhecer a sequência de cada ato registral, por se tratar do histórico do imóvel e de seus donos.

“É preciso saber, por exemplo, se o proprietário é casado e em qual regime de bens, se é falecido, se há inventário em andamento. Além das informações do imóvel: se está cadastrado no município, se há penhora, hipoteca ou garantia fiduciária, sob pena do comprador, dependendo do caso, perder judicialmente o imóvel”, alerta.

Incluir Ou Excluir Cônjuge
A inclusão ou não do cônjuge na matrícula do imóvel é, talvez, a questão que mais causa dúvida nos clientes. Mas, via de regra, se houver alteração no estado civil do proprietário ela deve ser averbada.

“A clara informação acerca da realidade jurídica de um bem imóvel e de seus titulares é imprescindível para a segurança dos negócios jurídicos envolvidos, uma vez que é possível qualquer pessoa consultar a situação de determinado imóvel”, explica a advogada Verônica Neves Miranda.

O advogado Hugo Ricardo destaca algumas situações envolvendo os cônjuges na negociação. “Caso a propriedade tenha sido comprada durante um casamento de comunhão parcial de bens, obrigatoriamente o parceiro deverá fazer parte da negociação, sob pena da compra e venda ser declarada nula”.

No entanto, se adotado o regime de separação consensual de bens, poderá ser feita negociação diretamente com o proprietário do imóvel sem a intervenção do outro.

“A participação do cônjuge, dependendo do regime de bens, é essencial e, sinceramente, não cria maiores dificuldades na venda do imóvel, haja vista a convivência em comum que possibilita previamente uma análise refletida sobre a negociação”, finaliza Hugo Ricardo.

Fonte: ZAP PRO

Reforma Eleva Valor Do Imóvel Em Até 20%

Reforma Eleva Valor Do Imóvel Em Até 20%

Investir em pequenas reformas pode ser uma boa solução para quem está tentando alugar ou vender um imóvel. Com pequenas modificações, é possível causar uma primeira impressão mais positiva em moradores em potencial, diminuir o tempo de vacância e até mesmo negociar preços maiores.

Detalhes como pintura das paredes, revestimentos em bom estado e instalações hidráulicas e elétricas em dia podem valorizar até 20% um imóvel, segundo o gerente geral de locação e compra e venda da administradora imobiliária Apsa, Giovani Oliveira.

“É possível gastar cerca de um aluguel e meio com coisas básicas. O imóvel é colocado no mercado com uma visibilidade e aceitamento maiores, e o valor gasto é recuperado no primeiro contrato de aluguel”, conta Oliveira.

A sensação de limpeza e de local “pronto para morar” é importante para os possíveis futuros moradores. Para o corretor de imóveis José Alberto de Vasconcellos, 2º vice presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-BA), o estado do imóvel é o segundo fator mais considerado pelos clientes, atrás apenas da localização.

“O cliente pode até não comentar, mas sempre observa se o local está bem conservado, pintado, e se é de bom gosto”, comenta. O futuro morador busca a sensação de que não será preciso gastar muito tempo e dinheiro com reformas, no caso de quem vai comprar um imóvel.

“Muitas pessoas desistem de apartamentos antigos com ótimas possibilidades por medo de reformas”, diz o arquiteto Vitor Dauster, do escritório Dauster Arquitetura. Já o possível inquilino não quer conviver com defeitos que não poderá mudar.

Segundo Dauster, futuros moradores estão dispostos a pagar mais caro pela tranquilidade de não precisar se preocupar com reparos e com a manutenção do apartamento. As instalações elétricas, por exemplo, precisam de atenção, sobretudo em imóveis antigos: “apartamentos antigos foram pensados para outra utilização de eletrodomésticos. Hoje temos mais TVs, além de computadores e máquinas de café, e precisamos de uma estrutura maior”, conta.

Ele recomenda que a fiação de imóveis antigos seja totalmente substituída, o que pode custar caro, cerca de R$ 30 mil para um imóvel grande. A economia de tempo e transtorno para futuros compradores poderia resultar em um preço mais alto nas negociações.

Outra solução que agrada tanto compradores quanto inquilinos é um procedimento simples: substituir as lâmpadas por modelos de LED. Mais modernas, as lâmpadas de LED são mais caras que outros modelos, mas compensam em durabilidade e economia, consumindo até cinco vezes menos que as incandescentes.

Outra preocupação importante é a parte hidráulica. Vazamentos, por menores que sejam, podem passar uma impressão de que o imóvel não está em boas condições. Para locais alugados, Oliveira, da Apsa, recomenda que as instalações sejam revisadas uma vez ao ano: “Pode ser feita uma revisão preventiva da parte hidráulica, e a cada três ou quatro anos uma inspeção mais aprofundada, analisando também a parte elétrica, pisos e paredes”, sugere.

Fonte: A Tarde

Preço Dos Imóveis Para Venda Sobem Pelo Segundo Mês Consecutivo

Preço Dos Imóveis Para Venda Sobem Pelo Segundo Mês Consecutivo

Em novembro de 2017, o Index São Paulo, levantamento produzido pelo Imovelweb, um dos maiores portais do mercado imobiliário do Brasil, analisou os preços do metro quadrado para venda e locação, além da rentabilidade, de imóveis usados, de 65m², dois dormitórios e uma vaga de garagem localizados na capital paulista. O estudo aponta que o mercado de imóveis na cidade registrou avanço dos preços, tanto para venda quanto para locação.
Divulgado mensalmente, o estudo identificou que os valores para venda dos imóveis em São Paulo, por dois meses consecutivos, se mantêm em alta. O preço médio ficou em torno de R$ 6.036,00, o metro quadrado, semelhante ao apurado no mesmo período do ano passado. Em termos reais, contemplando a inflação, a queda foi de 2,8% nos últimos doze meses. As regiões Centro (R$ 7.941,00) e Centro-Sul (R$ 8.171,00) apresentaram a maior variação anual, 2,8% e 0,9%, respectivamente.
Embora 50% dos bairros da cidade tenham apresentado preços estáveis, ou seja, sem alterações nos últimos 12 meses, Cerqueira César, Jardim América e Vila Mariana, puxaram a média dos preços para cima, com valorizações de 5%, 4% e 3%, respectivamente.

Com base nos anúncios disponíveis na plataforma, o levantamento mostrou também que, após três meses consecutivos de queda, houve um leve incremento nos preços para locação (0,2%). O valor mensal do aluguel está girando em torno de R$ 1.679,00. Nos últimos doze meses, o indicador teve um aumento de 1,8%, percentual abaixo da inflação medida no mesmo período (2,8%), mas acima do IGP-M. A região Sul se destacou como a mais valorizada da cidade neste quesito (5,6%), enquanto a Noroeste apresentou a menor valorização (3,2%).
Os bairros com o maior preço de aluguel estão localizados no centro-oeste-sul da cidade. Parque Continental, Vila Parque Jabaquara e Saúde, foram os mais valorizados no período, com aumento dos preços para locação valorizados em 10%, 9% e 8%, respectivamente.

Para aqueles que desejam investir no mercado imobiliário da maior metrópole da América Latina, a operação de compra de um apartamento registrou um retorno bruto de 5,3% ao ano, em 5 meses consecutivos. Para recuperar o investimento de compra, hoje são necessários 18,8 anos de aluguel. A rentabilidade imobiliária dos últimos doze meses foi de 5,1%, com tendência de queda desde o início do ano. As regiões Sul (6,4%), Centro (5,6%) e Centro-Sul (5,5%) de São Paulo apresentaram as melhores rentabilidades anuais. Enquanto as regiões Noroeste (4,6%) e Nordeste (4,5%), as mais baixas da cidade.

“O aumento nos preços para venda e locação é o indício de uma retomada do mercado imobiliário na região. Para 2018, a nossa expectativa é que esse avanço continue, com boas oportunidades de investimento na cidade”, destaca Mateo Cuadras, CEO do Imovelweb.

Fonte: Investimentos e Notícias